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Bairro do Liceu (1952)




A recusa de Le Corbusier à rua-corredor, dando à arquitectura, no que ela tem de artificial/domesticado, a oportunidade de se evidênciar por oposição ao espaço verde (natural/selvagem) foi abusivamente interpretada. Esse abuso tem (também em Portugal) repercursões desastrosas no ordenamento do território. O resultado, salvo excepções como este bairro,foi na disseminação de edificações sem que estas, simultaneamente, propusessem lugares para a vida colectiva (praças, ruas, largos...). Aqui, porém ,é visível um esforço no desenho de edifícios que sendo casas são também espaços para vivências partilhadas. É perceptível como o domínio da escala do desenho é decisivo para o qualidade do objecto que se propõe para habitar. O terreno ocupa o miolo de um grande quarteirão sensivelmente quadrangular. A rua de traçado curvo torna-se ela um elemento qualificador contrapondo-se ao ritmo marcado dos edifícios de planta rectangular. Projecto da autoria dos arquitectos da Caixa de Previdência Link para Google Maps

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O projecto desta torre de 14 andares para comércio, escritórios e habitação é da autoria do Arq. José Pulido Valente. A corrente brutalista, um dos ramos do movimento moderno e na qual insiro esta obra, explora a clareza dos volumes, a expressão própria dos materias utilizados e a concisão na abordagem dos pormenores. Link para Google Maps

Casa de Ruben A. (1948)

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Projecto do Arquitecto João Andresen Link para Google Maps.

Jardim de Infância de Santiago da Barra

Projecto do arquitecto Henrique de Carvalho.

Ver mais em:

Revista Arquitectura Ibérica nº6, Janeiro 2006.

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