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Possibilidades que o enterramento da linha de caminho-de-ferro abriria à cidade de Viana do Castelo.




Se tomarmos como verdadeira a afirmação de que a cidade é um organismo vivo então, é também verdadeira a de que todas as acções que liguem, umas às outras, as partes integrantes de um dado organismo são favoráveis à vida desse mesmo organismo.
A esta acção podemos chamar de coerir e admitamos a coesão numa cidade uma virtude.

Se observarmos a cidade de Viana do Castelo à luz deste pensamento e as implicações no modo em que a linha de comboio foi traçada nos finais do século XIX, é visível que esta contraria a desejada coesão na cidade contemporânea.
Passo a enunciar três exemplos que comprovam esta tese:

1- As ruas de Aveiro e Manuel Fiúza Júnior não têm ligação e deviam ter.
2- A rua da Bandeira vê a sua continuidade estranhamente interrompida e não devia ver.
3- A avenida Capitão Gaspar de Castro e a rua Emídio Navarro têm ligação (através de um longo viaduto) e não devia assim ser.

Isto, como é óbvio, se partirmos do princípio de que a área de forma triangular compreendida pela estrada nacional 13 a poente, pela Estrada da Papanata a sul e pela Avenida do Capitão Gaspar de Castro a norte é parte integrante de Viana do Castelo.
A solução de uma linha de caminho-de-ferro abaixo do nível do tráfego automóvel e pedonal criaria novas dinâmicas, fomentando eventualmente o comércio na zona ocidental e oriental da cidade e os problemas de poluição sonora decorrentes da passagem do comboio seguramente atenuados.
Sim, o viaduto de Sto. António teria de desaparecer e sim, claro, a estação de caminhos-de-ferro necessitaria de ser totalmente repensada.
Mas como fazer obras sem fazer obras?
Pior só mesmo faze-las para, vendo bem, ficar tudo globalmente na mesma.

Para considerarmos.



(A imagem é retirada de uma Carta Militar de Portugal do Instituto Geográfico do Exército.)

Comentários

Anónimo disse…
Olá Caló! Estou totalmente de acordo... Bom trabalho.
P. Alves

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